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Vença a Batalha da Ignorância

  • Foto do escritor: Henrique Cecatto
    Henrique Cecatto
  • há 13 horas
  • 4 min de leitura

No filme Fúria de Titãs há uma cena em que é advertido que não se deveria orar para o Deus Ares (deus da guerra) para vencer a batalha que seria enfrentada logo em seguida. E o que foi feito? Foi feito justamente isto; uma das guerreiras que estava indo para a batalha orou pedindo a intervenção do deus Ares para a batalha que se aproximava. Mesmo havendo sido advertida de que não deveria orar para este deus, ela o fez. E por quê ela fez isto? Este é um exemplo claro de projeção psicológica. Isto é, o indivíduo tem uma noção x à respeito de algo e age baseado em suas ideias à respeito daquilo - e não baseado nos fatos reais e concretos daquela situação.

Nesta situação específica do filme a personagem deveria ter prestado atenção em todo o contexto do que estava ocorrendo e do porquê aquela batalha estava em curso. Se ela tivesse feito isto, jamais teria orado ao deus Ares. Porém, como ela detinha apenas uma parte da informação, entendia somente alguns aspectos - e não toda - da questão, ela fez isto. E o resultado foi desastroso. Basta assistirem o filme e entenderão o que aconteceu com ela. Mesmo que na mente dela ela estivesse orando para pedir proteção e força para vencer a batalha.

Então, este é o preço que se paga pela ignorância. Pior que ser ignorante total à respeito do assunto, é ter estudado e aprendido um pouquinho e achar que já entendeu tudo. Isso é capaz de gerar verdadeiras catástrofes, dependendo da situação em que se estiver lidando. A realidade tem infinitos níveis, infinitas camadas, infinitos desdobramentos. Detalhes alteram todo um contexto, toda uma situação, todo um caminho e todo um “destino”. Portanto, é preciso sabedoria quando se deseja transcender os problemas que estamos enfrentando no momento.

Todo problema, independente de seu grau de complexidade e do tamanho que ele seja, é uma oportunidade de crescimento. É uma oportunidade para se desenvolver, para desapegar, para crescer, para refinar para alcançar o objetivo desejado, etc. Mas quem vê dessa forma? Pouquíssimas pessoas, é evidente. Pois se todos enxergassem problema = oportunidade, não haveria tanta vitimização e sofrimentos desnecessários. Só é possível existir tanto sofrimento porque existe um grau gigantesco de apego. E o apego é sempre voltado para o externo, quem está apegado não entende que deve olhar para dentro de si e ver o que precisa mudar para soltar aquilo. E fica-se nesta dinâmica de apego e ego por quanto tempo? Cinco anos, dez anos, trinta anos, cem anos? A vida inteira, quantas encarnações? E quando desencarna, fica apegado à realidade material mesmo estando no “mundo espiritual” em tempo integral. Como faz?

Então, aquilo que não está dando certo na sua vida ainda nada mais é do que um convite para você se transformar, mudar e fazer aquilo dar certo. E esse processo sempre envolverá mudanças, transformações, soltar, desapego, aprendizado, estudo, conhecimento, crescimento, trabalho, ação. É inevitável que seja assim. Do contrário é “pedir favores ao desconhecido mundo espiritual”, e isso pode ser completamente desastroso. É uma tremenda inocência achar que todos os seres são bons, benevolentes, que desejam ajudar o mundo e os demais. Se a pessoa tem esse tipo de crença, certamente é pura projeção psicológica. Porque o mundo real não é assim, quem conhece e vê sabe do que eu estou falando. Portanto, não buscar pela solução dos próprios problemas em sua vida é recusar-se a crescer, recusar-se a evoluir, a amadurecer. É pedir favor ao “deus” com o pensamento de que ele vai intervir a seu favor, de que ele vai lhe ajudar e de que ele vai lhe retirar do problema que a sua própria ignorância lhe colocou. E isso, em muitos casos, pode ser completamente desastroso. Porém, mesmo nos casos em que há ajuda/intervenção espiritual, quem é que está ganhando? O ser espiritual fez, agiu e isso gerou para ele ganho de informação e de energia. O ser que recebeu ficou parado, esperando, sem fazer nada. Perdeu energia e não ganhou informação alguma - ou ganhou pouquíssima informação.

Então, é fundamental que cada um busque o seu próprio crescimento, busque a sua própria evolução de maneira pró-ativa. Isto é, conscientize-se das limitações atuais de seus conhecimentos e habilidades e adote uma postura e atitude para transformar isso. Que estude, que queira aprender, que trabalhe, que cresça, que se desenvolva, que tenha ambição natural e interna. Desejo genuíno de crescer, de ser melhor, de estar cada vez mais bem preparado para a vida. Caso contrário, quando a dificuldade (desafio) chegar - porque mais cedo ou mais tarde, ele chegará - a pessoa estará completamente despreparada. E aí pedirá para vencer a guerra para o Deus da Guerra Ares, crendo que está fazendo o certo. Afinal, ele é o deus da guerra, não é mesmo? O quê poderia dar errado. Só que foi justamente a falta de entendimento, a falta de conhecimento que a fez cometer este erro. Porque se o deus é o o deus da guerra, o quê faria ele ter algum tipo de compaixão ou instinto pacífico?

 
 
 

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